FELIZ VISÃO!

FELIZ VISÃO!

O Natal é a data convencionada por parte da cristandade para comemorar o nascimento de Jesus como “filho do homem”.

Independentemente do dia em que realmente Jesus veio ao mundo, o assunto sobre o qual eu quero tratar é: o que foi o primeiro Natal e o que representou para a humanidade no momento em que aconteceu. O primeiro Natal só representou alguma coisa para os que tiveram uma visão: primeiro, aos que tiveram a visão da estrela (Mt 2.2). Segundo, aos que tiveram a visão do anjo (Lc 2.9) e, por fim, a quem teve a visão-revelação de quem era o menino. Ali estava um fato: um menino havia nascido. Porém, nem aquele nascimento e nem aquele menino se diferenciavam dos demais. O Natal existia, mas não era visível e nem relevante aos seres humanos. Nada indicava que o menino era especial: seu berço era uma manjedoura (Lc 2.16) e suas roupas “reais” eram apenas “fraldas de pano” (Lc 2.12). Porém, tanto os magos quanto os pastores O adoraram. O que fazia aquele menino diferente para os magos vindos do Oriente ou para os pastores dos arredores de Belém era apenas uma visão. Aquilo que a humanidade esperava desde a promessa de Deus no Éden (Gn 3.15) estava ali. Porém, embora a promessa já estivesse cumprida, para a grande maioria ela ainda não existia, pois não tinham recebido a visão. De igual modo, algumas semanas depois, um homem justo e piedoso que ainda estava esperando a “consolação de Israel”,  embora ela já estivesse em nosso meio, “movido pelo Espírito Santo foi ao templo; e quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus dizendo: agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque os meus olhos já VIRAM a tua salvação” (Lc 2.27-30 – grifamos). Os magos adoraram por que tiveram a visão do que iria acontecer; os pastores adoraram porque tiveram a visão do que estava acontecendo; Simeão adorou porque recebeu a visão do que tinha acontecido. O fato era apenas um menino em fraldas numa manjedoura: mas a visão reveladora de quem Ele era fazia toda a diferença. A promessa estava com eles! A vitória havia chegado! A profecia havia se cumprido!

Quantas vezes achamos que Deus não nos ouve ou simplesmente que esqueceu de nós. Contudo, Ele nunca falha. O que nos falta não é a ação de Deus, mas a falta de visão sobre o que Deus está fazendo. Na maior parte das vezes a resposta de Deus não chega numa embalagem chique e nem nos espera numa caixa dourada, mas está enrolada em panos, escondida em uma manjedoura. A única coisa que necessitamos é ter a visão e valorizar o que nos é mostrado. Quando Deus deu-me a visão sobre o Ministério Restauração, antes que qualquer coisa existisse no plano físico, mostrou-me apenas um ramo de videira, mas o anjo fez-me ver de que “tinha vida, e era isso o que importava”, e que eu deveria “plantá-lo e regá-lo”, e que, então, “seus ramos iriam looooooonge”. Por isso, desejo a todos “feliz visão”! Deus é fiel! O que Ele nos promete sempre se cumprirá! Porém, se não tivermos visão espiritual, não veremos o que Deus nos tem preparado. Continuaremos desanimados, sentindo-nos derrotados, perdidos em nossos projetos sem nos darmos conta de que a promessa está se cumprindo diante de nossos olhos. Só temos que ver o rebanho que Ele nos deu (Gn 31.11-13), o livramento que chegou (2Re 6.17), o poço no meio do deserto (Gn 21.17), o bordão que será instrumento de milagres (Êx 4.2) e a pedra lisa que Deus preparou para a testa do gigante (1Sm 17.40). Porém, se tivermos nossa visão embotada pelo nosso racionalismo soberbo, seremos, como disse Jesus, como “os demais”, para os quais “fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam; e, ouvindo, não entendam” (Lc 8.10). O natal de Jesus, portanto, só foi Natal para quem teve visão. Para os demais, só foi um dia como tantos outros.

Que em 2023 possamos entender o “natal” que Deus irá preparar para cada dia. Que, tendo essa visão, venhamos a desfrutar de Sua promessa e adorá-Lo, como fizeram os magos, os pastores e Simeão.

Pr. Humberto Schimitt Vieira,
Presidente da IPAD Ministério Restauração.

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