SEMINÁRIO BÍBLICO BILÍNGUE PARA MULHERES NA ÁREA NORTE, PORTO ALEGRE/RS

SEMINÁRIO BÍBLICO BILÍNGUE PARA MULHERES NA ÁREA NORTE, PORTO ALEGRE/RS

Nos dias 10, 11 e 12 de janeiro de 2020, irmãs da Área Norte de Porto Alegre participaram de um Seminário Bíblico Bilíngue com o tema “A vida das mulheres cristãs frente a um mundo em constante transformação”.

Para a ocasião, foi elaborada uma apostila de 63 páginas, em português e francês. Da mesma forma, a ministração também se deu em português com tradução para o francês e/ou crioulo, já que a maioria das participantes era de nacionalidade haitiana.

Guerreiras da União Feminina da Sede Internacional foram convidadas para ministrar os estudos, que começaram na sexta-feira à noite com a irmã Gládis Machado, Superintendente da União Feminina.

Nessa primeira noite, após a oração realizada pelo Pb. Valmor, dirigente da Congregação Santa Rosa, onde ocorreu o evento, deu-se abertura ao seminário e, a seguir, já teve início a primeira ministração. A Dcª Gládis Machado dirigiu-se às mulheres casadas, falando sobre o relacionamento com o esposo versus o relacionamento com Deus. Exemplificando tanto com textos bíblicos quanto com testemunhos atuais, mostrou como deve ser o comportamento de uma serva de Deus tanto quando o esposo é crente como quando ele não é. Independente da postura do cônjuge em relação à fé, a Bíblia revela que há papéis bem definidos para cada um, inclusive com limites de obediência da esposa naquilo que ultrapassa a Palavra de Deus e compromete a santidade e a salvação. As irmãs foram muito participativas, demonstrando interesse em compreender o estudo.

No sábado, às 9h, a oração inicial foi feita pelo Ir. Pascal Silas Thue, Líder do Departamento de Apoio ao Estrangeiro, antes de se dirigir para a Sede de Área da Zona Norte, no Porto Seco, onde seguia o seminário voltado aos moços que estava sendo realizado simultaneamente (clique aqui para saber mais). A ministração para as irmãs ficou a cargo da irmã Kátia Acosta, que abordou o tema murmuração, enfatizando a necessidade de policiamento constante sobre esta obra da carne. Ao explicar o significado das palavras reclamar e murmurar, ensinou que ambas têm o objetivo de protestar, depreciar ou maldizer a outrem. Tais atos desencadeiam prejuízos tanto emocionais quanto físicos e espirituais, como a ansiedade, o aumento do cortisol (hormônio do stress), a dificuldade de aprendizado e memorização, dores, diminuição óssea, entre outros. A irmã exemplificou com os diversos tipos de murmuração do povo de Israel no deserto, tanto em relação às coisas que para trás ficaram, quanto em relação à liderança de Moisés e ao próprio relacionamento com Deus, o que causou grande prejuízo a todos (Êx 3.7-8; 20-21; Êx 14.10). Salientou, ainda, como estratégia para combater esse mal, a importância de não guardar mágoas (Hb 12.15), a fim de não se ter elementos para murmurar e contaminar outros. “Se você está lembrando com saudades das coisas do mundo, não alimente isso. Quem quer o pão do mundo, não verá o milagre da provisão de Deus”, destacou a irmã.

Enquanto as irmãs estavam no templo, uma equipe de moças da juventude da Sede, composta pelas irmãs Áquila Pereira, Aline Vieira e Vitória Acosta, ensinavam a Palavra de Deus e louvores para as crianças, em uma sala anexa. Assim, houve um bom aproveitamento para todas as irmãs presentes, com ordem e decência, como aconselha a Palavra.

Durante o Seminário, houve também a participação das irmãs Grace Gbenakou e Prisca Gbenakou, tanto na parte da tradução simultânea quanto na parte dos louvores durante os breves momentos de adoração.

A segunda parte da ministração ficou a cargo da irmã Marlise Max. Dentro do tema “renúncia” (Lc 9.23), mostrou que o papel de Satanás é embaraçar o crente durante toda sua caminhada na terra. E a renúncia é justamente a arma para combater as seduções deste mundo. Como nos tempos de Noé, em que Deus recolheu seu povo na Arca e fechou a porta, assim será quando Deus encerrar o tempo da misericórdia. O mundo vai querer entrar na “Arca”, mas será tarde demais. A irmã também exemplificou que é próprio de quem trabalha com a enxada ficar com as mãos calejadas. Assim também é a vida do crente: “as dificuldades da caminhada deixam a gente mais resistente aos espinhos e já não é qualquer coisa que machuca, como no início da caminhada”. Lembrou, ainda, que a Palavra de Deus fala sobre a força da mulher ser diferente da força masculina (Pv 31). A força da mulher está justamente na delicadeza e no espírito manso. Hoje, porém, as mulheres são incentivadas ao “empoderamento”, ao gritar mais alto que o homem, e estão perdendo a admiração dos seus esposos, causando muitos estragos dentro do lar.

Ao final deste dia, em um período de oração em círculo, as irmãs oraram umas pelas outras, e o Espírito de Deus agiu no íntimo e no profundo de cada uma. As ministrantes incentivaram umas às outras a se ajudarem e a não tomarem por ofensa quando uma irmã é usada para exortar outra em amor, dentro da Palavra, pois é assim que o corpo de Cristo se fortalece.

No domingo pela manhã, foi a vez de se estudar sobre a verdadeira beleza da mulher (I Pe 3.1-4), pela ministração da irmã Giovana Adolfo. A igreja ficou completamente lotada com irmãs que, apesar do intenso calor, estavam dispostas a aprender a Palavra de Deus, trazendo até seus bebês para acompanhar o estudo. A palestrante ilustrou o tema com uma linda caixa de presente com fita que, ao abrir, exalava um cheiro ruim, pois dentro dela o que havia eram legumes estragados. Assim é a mulher que somente se preocupa em ficar bonita por fora, mesmo sabendo que enganosa é a graça e vã a formosura, pois somente a mulher que teme ao Senhor será louvada! (Pv 31.30). A mulher cresce e se desenvolve nessa graça atingindo muitas pessoas com a força do seu testemunho, dando frutos como auxiliadora tanto em casa, quanto na obra de Deus. Contou a história de Ester e o livramento que Deus deu através dela. Ester foi uma mulher que, mesmo bela, não confiou na sua beleza para persuadir o rei diante da calamidade que estava para vir sobre seu povo. Ela confiou em Deus e lutou até o fim com armas espirituais. Hoje, as mulheres andam com muitas angústias, ansiedades e depressão, frutos do espírito do mundo que age em suas vidas. Mas as crentes devem procurar ser como a mulher de Provérbios 31.25,27: “A força e a dignidade são os seus vestidos; e ri-se do tempo vindouro. Olha pelo governo da sua casa, e não come o pão da preguiça. Levantam-se seus filhos e lhe chamam bem-aventurada, como também seu marido, que a louva dizendo: muitas mulheres têm procedido virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas”.

Cremos que o Espírito Santo agiu e permanece agindo de forma especial na vida de nossas irmãs haitianas, pois, para grande parte delas, essa foi uma oportunidade ímpar de receber a ministração dessa revelação, tão esquecida nas comunidades cristãs atuais.

Certamente, aquilo que é feito para o Senhor nunca é em vão; por isso, o Departamento de Apoio ao Estrangeiro pode alegrar-se e aguardar com alegria os frutos desse glorioso final de semana na presença de Deus!

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