DOENÇA INCURÁVEL… Mas não para Jesus!

 

Eleane Regina recebeu o triste diagnóstico em 2011: teria que aprender a conviver com a Retocolite Ulcerativa, doença incurável que faz com que seus portadores passem a depender do uso de medicação constante a fim de tentarem alcançar uma vida um pouco mais próxima da normalidade. Porém, quase sete anos se passaram sem que esse “aprendizado” se concretizasse: o sofrimento era o mesmo do início do tratamento. Entretanto, em 2017, tudo mudou.

Confira, a seguir, o seu relato, e compreenda por que não existe doença incurável que possa impedir a vida abundante que Jesus oferece aos que entregam a Ele suas vidas:

“Em 2010, iniciei com sintomas de diarreia e sangramento. Em 2011, por meio de um exame de colonoscopia, fui diagnosticada com uma doença crônica chamada Retocolite Ulcerativa, sem cura pela medicina. Logo após o diagnóstico, comecei o tratamento com Mesalazina, sendo necessário comprar a medicação, que é de alto custo. Depois de um tempo, consegui gratuitamente pelo Estado. Foram quase sete anos de sofrimento. Um processo muito doloroso para mim, pois essa doença me prejudicou profissionalmente, gerava muita insegurança, medo e até pânico, além das sensações de cansaço físico e mental.

No ano de 2016, eu conheci a Igreja Pentecostal Assembleia de Deus – Ministério Restauração e comecei a participar dos cultos e das orações. No culto em que a Mesa Diretora do Ministério Restauração deu posse ao Pr. Valdimir de Almeida como encarregado da igreja em Palhoça/SC, em março de 2017, eu senti que fui curada. A partir desse dia, não tive mais crises da doença e não tomei mais os remédios.

Permaneci assim por dois meses. Alguns familiares começaram a questionar o milagre, dizendo-me que eu estava errada em parar com o tratamento, pois a doença não tem cura. Eu comecei a duvidar e ficar com medo de que a doença pudesse estar se agravando silenciosamente. Numa noite, passei muito mal, com fortes dores abominais. Meus parentes, preocupados por eu não estar tomando a medicação, acionaram uma ambulância para me conduzir ao Hospital Universitário.

Cheguei lá sob suspeita de infecção generalizada. Seria o retorno da doença? Porém, no caminho, estava em oração e pensando que eu não poderia estar enganada acerca do milagre que Deus operara em minha vida. Passei a noite no hospital e realizei diversos exames. No dia seguinte, pela manhã, a médica veio com os resultados e, para surpresa de todos, disse: “não encontramos nada, você não tem qualquer infecção ou inflamação no seu organismo.”

Hoje, todos sabem que estou em perfeita saúde, sem medicação, sem médico, sem hospital! Glória a Deus!

Eleane Regina Mattos, 55 anos, Palhoça/SC

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O que é retocolite ulcerativa?

A médica Daliane Medeiros Mazzorana dá, a seguir, uma visão geral da doença que assombrou a vida da Eleane. Confira:

A retocolite ulcerativa é uma doença intestinal crônica que se caracteriza por inflamação e ulceração, iniciando no reto e estendendo-se de maneira contínua pelo cólon, envolvendo apenas as camadas superficiais (mucosa e submucosa).

Estatísticas da doença: Ainda não se sabe qual a incidência no Brasil, mas, segundo dados da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn, estima-se que existam mais de dois milhões de pacientes com doença inflamatória intestinal nos Estados Unidos (nessa estatística, é incluída também a doença de Crohn). Existem dois picos de incidência (frequência de casos novos da doença): o primeiro, dos 15 aos 30 anos e o segundo, que foi o caso relatado no testemunho, dos 50 aos 70 anos.

Causas da doença: A retocolite ulcerativa é considerada uma condição idiopática, ou seja, de causa específica desconhecida. Considera-se que o componente genético é um fator muito importante. Por exemplo: se uma pessoa possui parentes de primeiro grau com diagnóstico de retocolite ulcerativa, a chance de desenvolver a doença é quatro vezes maior. O desequilíbrio na composição da microbiota (flora) intestinal e os defeitos na resposta imune da mucosa também podem desempenhar um papel importante no desenvolvimento da colite ulcerativa, fazendo com que as células de defesa da pessoa reajam contra o seu próprio organismo (denominamos resposta autoimune).

Quadro clínico: A doença é marcada por períodos de remissão espontânea e subsequentes recaídas (ou recidivas). O principal sintoma é diarreia com sangue, podendo apresentar muco ou não. Associa-se ainda urgência para evacuar, dor abdominal, mal-estar, perda de peso e febre, dependendo da extensão de acometimento do intestino e da gravidade da doença. Há possibilidade de manifestações inflamatórias além das localizadas habitualmente no cólon, como por exemplo, nos olhos e nas articulações.

Diagnóstico: Não existe exame específico para identificar a doença. A história clínica e o exame físico, em conjunto com os exames complementares (como exames laboratoriais, de imagem e colonoscopia com biópsia), podem auxiliar o médico no diagnóstico da doença, na diferenciação de outras condições que podem ter um quadro semelhante e na avaliação da atividade inflamatória e autoimune.

Tratamento: Os medicamentos mais utilizados são os que reduzem a inflamação: a sulfasalazina, a mesalazina e os corticosteroides. No caso da Eleane, ela fez, durante um período, uso da medicação Mesalazina, um anti-inflamatório que atua no intestino para prevenir as recidivas da doença. Podem ser utilizados ainda imunobiológicos para controle da resposta inflamatória e autoimune. Se a doença estiver restrita ao cólon, não houver melhora com as medicações e ocorrerem complicações como perfuração intestinal, sangramento incontrolável ou câncer, indica-se a colectomia (retirada cirúrgica total ou parcial do cólon), que é considerada curativa nesses casos.

Prognóstico: A retocolite ulcerativa é considerada uma doença crônica, porém com aparecimento em surtos, ou seja, há períodos de exacerbação (aparecimento/agravamento dos sintomas) e remissão. Não há atualmente tratamento medicamentoso para cura, apenas controle do quadro clínico. Geralmente, o prognóstico é bom durante a primeira década após o diagnóstico, por ser considerada uma doença que não é fatal, porém esta doença apresenta um risco aumentado para câncer colorretal. O risco é cumulativo, com 2% de chance de câncer após dez anos de diagnóstico, 8% após 20 anos e 20% a 30% após 30 anos.

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