“CHEGAI-VOS A DEUS, E ELE SE CHEGARÁ A VÓS…”

Vinicius e Anna Eduarda casaram-se e, hoje, servem a Deus na Sede Internacional do Ministério Restauração

Conheça o testemunho do Vinícius, um jovem que descobriu novamente as cores da vida ao encontrar-se com o Senhor Jesus:

Eu e meus três irmãos nos criamos brincando na rua. Meu pai, metalúrgico, trabalhava muito, e minha mãe estava sempre fazendo tratamento psiquiátrico (já havia enfrentado cerca de cinco vezes o hospício. Apesar disso, esforçou-se ao máximo para nos dar carinho e nos ensinar a ter caráter. Lembro-me de uma frase que ela sempre me dizia: “Dê a César o que é de César”). Assim, crescíamos eu e meus irmãos em um mundo colorido que começou a perder a sua cor quando, por volta dos 11 anos, meu irmão mais velho, Leonardo, experimentou cocaína, tornando-se, aos 16 anos, um drogadependente.

Por eu ter ganhado uma bolsa de estudos em uma escola particular de Porto Alegre, acabei me envolvendo com o estudo e com o esporte. Minha mãe, vendo a situação do meu irmão, que já estava na vida do crime e até sofrendo ameaças de morte, começou a orar por ele e ir à Igreja. Com aproximadamente 20 anos, ele adentrou o Desafio Jovem de Três Coroas. Na visita do primeiro mês, fiquei impressionado com o que havia acontecido com ele. Quando o questionei, disse-me que havia experimentado o “sobrenatural de Deus, uma dose maior do que tudo o que já experimentara no mundo”.

No culto do Desafio, pude ver e ouvir ele e outros homens cantando uma música que dizia “É preciso dar o primeiro passo pra vencer…”. Achei extraordinário aquilo, porém ainda não acreditava verdadeiramente em Deus.

Envolvido com as coisas do mundo e vendo sua injustiça, com uma espécie de pensamento socialista e marxista, gostava de estudar a ciência e buscar entender a origem do universo. Lembro que, perto dos 13 anos de idade, cheguei triste em casa e minha mãe me perguntou o que havia acontecido. Eu disse que estava triste por não achar um sentido para a vida. Ela, então, disse para eu ler a Bíblia. Entretanto, junto com a Bíblia, eu estudava física e lia sobre ciência, a bibliografia de Albert Einstein, entre outras coisas.

Tornei-me um jovem confuso, ora cético, ora não; até um grupo de rap eu fiz. Porém, a indignação com a injustiça do mundo crescia em mim de uma maneira espantosa. Comecei a treinar boxe com um brasileiro muçulmano que me ensinou algumas técnicas. Em poucos meses, já estava treinando no set da Federação Rio-Grandense de Pugilismo com o secretário da Federação, José Lima, que me aperfeiçoou e me fez entrar nos ringues amadores. Comecei a ganhar as lutas e me desenvolver no boxe olímpico. Nessa época, conheci uma moça chamada Anna Eduarda, com quem comecei a namorar. Lembro que perdi para um jovem chamado Tairone (foi campeão brasileiro e sul-americano de boxe olímpico, além de estar pré-convocado para as olimpíadas de 2012). Sua mãe costumava dizer: “Meu filho nasceu para ser um campeão”. Eu gostava dele e tinha orgulho ter sido derrotado apenas por ele. Porém, numa sexta de manhã, me ligaram informando que o Tairone tinha sido morto com tiros nas costas. Mais um conhecido que se vai, mais um campeão derrotado… Fiquei chocado. Cada vez mais, percebia que as cores da vida desbotavam com o tempo.

Nas lutas, não conseguia mais bater nos adversários. Mesmo vencendo, não me sentia feliz com aquilo e nem me motivava a ir aos treinos ou dar aulas. Separei-me da jovem Anna, e, embora gostasse muito de sair à noite, dançar e beber, inexplicavelmente a vida nesse mundo já estava preto e branco para mim.

Meu irmão já estava há sete anos orando, jejuando e pregando o evangelho para mim (estou chorando agora enquanto escrevo). Foi quando soube que a jovem Anna estava indo à Igreja A.D. Ministério Restauração com a esposa do meu irmão, a irmã Michele. Quando eu vi a Anna, vi nela algo diferente, senti um amor muito grande por ela, algo inexplicável. Fui à igreja e queria que Deus falasse comigo. Então, minha cunhada disse: “Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós”. Eu falei a mim mesmo: “vou me achegar a Ti, Deus”!

Fui para a Igreja com o coração sincero, e dizia: “Estou aqui, Deus, fala comigo”. E Deus falou. Aleluia! Humilhei-me, e Jesus me aceitou, o Jesus que mudou a vida do meu irmão, que mudou a história da humanidade, o Jesus que fez a minha vida não somente voltar a ser colorida como nos tempos de criança, mas fez ela, além de colorida, brilhar em uma alegria incondicional!

Depois de dois anos e meio, casei-me com a mulher que Deus me presenteou: a Anna Eduarda. Quem fez o meu casamento, ali em nossa Sede Internacional? Meu irmão, o Presbítero Leonardo, aquele que saiu do monturo. Realmente, era um milagre.

Minhas mãos não batem mais como no boxe: agora, eu as estendo aos necessitados. Meus braços, não os uso para defesa, Deus nos deu o escudo da fé. Agora, os meus braços servem para abraçar os irmãos, os mendigos, os que carecem de amor. E a física, a ciência? Ainda admiro alguns trabalhos de cientistas como Copérnico, Galileu, Newton, Einstein, Linus Pauling, Millikan, Alexander Fleming. Entretanto, prefiro os trabalhos de Mateus, Marcos, Lucas, Tiago, João, Pedro, Paulo, Judas. Confesso que ainda vejo ciência em algumas passagens bíblicas, como o número PI (quando dividimos o comprimento da circunferência pelo diâmetro do Mar de Fundição construído por Salomão), ou as citações paulinas de alguns filósofos como Epimênides de Creta, Cleantes. Porém, hoje o que mais vejo é o sobrenatural de Deus. Não sou mais aquele suposto cético racional, indignado com a injustiça. Achei a justiça em Deus. Ele nos transforma em homens espirituais que militam contra o mal. Não desfiro mais meus golpes no ar, esmurro meu próprio corpo, as vontades da carne.

Mesmo trabalhando no laboratório de física da Universidade Federal de Ciências da Saúde, falo, com toda certeza: Jesus andou sobre águas, rompendo os princípios de Arquimedes ou da Gravitação Universal de Newton, não por ter sido sustentado pela tensão superficial da água, o que também seria impossível, mas sim, por ter sido sustentado pela mão poderosa de Deus.

Que Deus nos sustente com a Sua mão e que possamos ser como Jesus: homens que não naufraguem na fé.

Vinícius Lazzari – Porto Alegre/RS

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