“Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos podem ser frustrados” (Jó 42.2)

Após quase morrer afogado, o jovem Geziel compreendeu que Deus tem um plano especial em sua vida
Após quase morrer afogado, o jovem Geziel compreendeu que Deus tem um plano especial em sua vida

No dia 25 de dezembro de 2010, um dia bastante quente, eu estava com amigos e familiares na cidade de Carlos Barbosa/RS, quando decidi ir, com um grupo de jovens, para o interior de uma cidade vizinha, onde havia um riozinho com árvores ao redor. Antes de tudo isso, meu pai havia sonhado que eu estava na UTI de um hospital. O pastor que estava conosco disse que não sentia paz em irmos até lá, porém nós dissemos que iríamos nos cuidar e não demoraríamos. Se tivéssemos ouvido a voz de Deus, não precisaria hoje eu lhes relatar o que passamos. Sou um milagre!

Quando chegamos ao local, por volta das 14h30min, vimos que só nós estávamos ali. Não havia mais ninguém. Era um matagal, com um rio de água limpa. Eu e mais um jovem decidimos caminhar pela água, que era baixa, enquanto os demais caminhavam pela trilha. Em minutos, perdi todos de vista e me deparei apenas com um dos rapazes ali no rio.

Em algumas partes, a água dava pelos meus joelhos e, em outras, quase no pescoço. As horas se passavam e não avistávamos a ponte onde os carros estavam. Perdemos a noção do tempo e de onde estávamos. Depois, fiquei sabendo que os outros jovens gritavam pelo matagal nos chamando. Eles nos procuraram em todos os lugares, desesperados. Começou a anoitecer e a situação foi piorando.

Em certo momento, o desespero chegou. Então, decidi ir mais rápido, cerca de 50 ou 60 metros de distância de meu amigo. Em certo ponto, quando a altura da água estava pela cintura, sem perceber, caí em um poço. Movimentei freneticamente os braços para encontrar alguma pedra ou qualquer coisa sólida para me firmar e talvez subir, mas não tocava em nada, apenas água. E não sabia nadar.

Eu não tinha a menor noção de como nadar, e aquele poço me sugava. Por duas vezes, consegui subir e tentar gritar por socorro, mas não conseguia sequer pronunciar direito as palavras, pois já estava me afogando. Após subir pela segunda vez, o poço me sugou novamente. Nesse momento, já perdi os sentidos, não consegui mais raciocinar nem me movimentar. Foi quando me senti flutuando sobre uma grande mão. Esse momento não foi breve. Aquilo parecia uma lembrança e, mesmo afogado, disse em pensamento para Deus: “Senhor, se for para eu sair daqui, usa-me para alguma coisa; do contrário, me recolha”.

Foi então que o rapaz que estava comigo me alcançou. Ele não sabe como nem tampouco de onde surgiram forças para me puxar e me lançar sobre uma rocha.

Anoiteceu, continuamos caminhando pelo rio, sempre gritando para alguém escutar. Quando decidimos parar, nervosos e em lágrimas, começamos a cantar um hino que diz: “Se tudo está difícil, adore ao Senhor. Mesmo no sacrifício, dai a Ele louvor”. Não imaginávamos que, no mesmo instante, minha irmã, mãe e mais um grupo de irmãs estavam cantando o mesmo hino em lágrimas. A polícia e os bombeiros estavam a nossa procura.

Tudo durou aproximadamente seis horas. Um dos jovens que estavam conosco foi à cidade chamar socorro e, no caminho, seu carro se desgovernou e ficou suspenso à beira do precipício. Meu pai, dois pastores e um irmão da igreja estavam vindo da cidade para nos procurar e o carro também se desgovernou, caindo em uma vala grande de concreto. A cidade inteira já sabia dos dois jovens que haviam “morrido” afogados.

Foi então que, quase às 20h, Deus entrou em ação novamente: nossos amigos e os bombeiros nos encontraram! Voltamos para a cidade de Carlos Barbosa. As pessoas cercavam o carro para ver se era verdade que a notícia que havia se espalhado era mentira. Minhas roupas ficaram rasgadas e tive alguns arranhões. Glória a Deus: sobrevivi!

Naquele dia, Deus falou com cada um de uma forma diferente e particular. Havia sido batizado nas águas no início daquele mês – dia 5 de dezembro de 2010 -, mas ainda havia em mim um complexo de inferioridade e inutilidade na obra de Deus, mas, naquele dia, Deus provou que Ele tinha um projeto em minha vida, e continua a provar a cada dia.

Hoje, para a glória de Deus, sou músico em Sua casa, e aquilo que me vem à mão para fazer tenho feito com amor e alegria! Devo a minha vida ao Senhor.

Talvez tu se sintas assim, incapaz de ser usado por Deus, deixando o sentimento de inferioridade e a tristeza te dominarem. Mas te convido agora a se jogar nas mãos do Senhor, se envolver na obra de Deus e, simplesmente, se entregar a Ele.

Deus sabe como agir. Não espere o dia da provação para tomar uma posição na presença de Deus.

Geziel Almeida de Oliveira – Área Vila dos Comerciários – Porto Alegre/RS

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1 Comment

  1. MARIA ROSANE RODRIGUES

    MUITO GLORIOSO ESTE TESTEMJNHO QUE SIRVA DE EXEMPLO PARA OUTROS JOVEM SENTI A PRESENÇA DE DEUS ao derramar as minhas lagrimas DEUSte abensoe

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