NÃO HÁ CONQUISTA SEM LUTA
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NÃO HÁ CONQUISTA SEM LUTA

“Prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.” Filipenses 3.12

A Bíblia conta que, após quatrocentos anos no Egito, onde havia sido escravizado, o povo de Israel foi liberto por Deus, sob a liderança de Moisés.

Ao saírem do Egito, poderiam caminhar em direção ao Nordeste, diretamente à terra prometida, numa jornada que duraria por volta de dois meses. Entretanto, Deus os levou a andar para o Sudeste, deserto adentro, numa viagem de quarenta anos.

A razão disso é revelada em Êxodo 13.17: “Deus não o levou pelo caminho da terra dos filisteus, posto que mais perto, pois disse: Para que, porventura, o povo não se arrependa, vendo a guerra, e torne ao Egito”.

Deus sabia que, apesar de todos os milagres que havia feito, apesar das dez pragas que enviara sobre o Egito sob a ordem de Moisés, a miserabilidade da natureza humana faria com que o povo voltasse para a escravidão ao ter que enfrentar uma guerra contra os filisteus. Ao invés de lutar e conquistar a terra prometida, eles prefeririam se acomodar numa situação miserável. Entre serem proprietários de uma terra que manava leite e mel e serem escravos numa terra de alho e cebola, eles fariam a segunda opção, para não lutarem.

Deus precisou enviá-los através do deserto por duas razões: primeiro, para se esquecerem do Egito durante a longa jornada; segundo, para aprenderem a depender de Deus. No deserto não havia recursos e havia também inimigos, posto que mais fracos que os filisteus; assim, por meio dos milagres diários e da vitória nas pelejas, o povo iria aprender que na terra prometida há leite e mel, mas também há batalhas. Levou quarenta anos, mas eles aprenderam a lição.

Hoje, a natureza humana continua a mesma. Há muitos que Deus os tira de uma situação de miséria espiritual, mas, na primeira luta de conquista para o plano de Deus para sua vida, recuam. Pensam: “mas aqui também há lutas? Então ficarei acomodado na antiga situação.” Pobres miseráveis. Morrerão como escravos. São os crentes comedores de alho e cebola: suas bocas exalam o mau hálito da murmuração e do lamento.

Enquanto isso, aquele que entende que na terra prometida também há lutas, mas são lutas para obter a sua propriedade, depois de lutar um pouco, conquistará aquilo para o qual foi conquistado por Cristo (Fp 3.12). Verá que “leite-e-mel” é melhor que “alho-e-cebola”.

About The Author

Pr. Humberto Schimitt Vieira

Presidente da Igreja Pentecostal Assembleia de Deus Ministério Restauração, no Brasil, e do “Restoration Ministries”, nos Estados Unidos da América. Bacharel em Teologia, é conferencista, editor, professor de Missiologia e autor de diversos livros

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