A BÊNÇÃO DO DÍZIMO
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A BÊNÇÃO DO DÍZIMO

“Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, … e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa, repreenderei o devorador,…  Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos.” Malaquias 3. 10-12

Muito se discute sobre o dízimo. Uns dizem que era uma instituição para o tempo da Lei de Moisés. Outros defendem que é um mandamento também para a igreja.

Na verdade, o dízimo precede a Lei Mosaica. Tanto Abraão quanto Jacó deram o dízimo (Gn 14.20; 28.22). O dízimo foi criado como sinal de um pacto de fidelidade entre Deus e o homem, através do qual a criatura o ofereceria em gratidão pela bênção da prosperidade.

Posteriormente, a Lei dada por intermédio de Moisés adotou o dízimo, tornando-o obrigatório (Dt 14.22), chamando de ladrão o que não cumprisse com a obrigação (Ml 3.10). Era destinado à manutenção da Tribo de Levi, que devia dedicar-se exclusivamente a Deus (Nm 18.24).

Mesmo sendo obrigatório, o dízimo continuou como um sinal de um pacto em que o homem entra com sua gratidão e o Criador com a bênção material. Deus promete ao dizimista (1) abrir as janelas dos céus, (2) derramar bênçãos sem medida, (3) repreender o devorador e a (4) felicidade (Ml 3.10-12).

Jesus Cristo veio à terra e também adotou o dízimo. Ele afirmou que devemos dar o dízimo (“devíeis, porém, fazer estas coisas…” Mt 23.23; Lc 11.42). Porém, agora, não mais damos o dízimo para os levitas, da Lei de Moisés. Voltamos a dar o dízimo de Abraão, por fé, e não mais como imposto.

Duas coisas podem nos levar a não dizimar: a falta de fé e a avareza.

O primeiro motivo se dá quando o cristão não crê na promessa do dízimo ou, mesmo crendo, não confia em Deus a ponto de cumpri-la, pensando que lhe irá faltar se dizimar. Nesse caso, passa a ser, paradoxalmente, um “crente incrédulo” e, sem fé, é impossível agradar a Deus. Esse crente deixará de usufruir a promessa do dízimo.

O segundo motivo se dá quando, mesmo tendo dinheiro suficiente para dizimar, o desejo de gastar com outras coisas ou de simplesmente guardar o dinheiro é superior à fé para contribuir. Nesse caso, torna-se um crente preso pela avareza, que é idolatria (Cl 3.5). A idolatria é abominação contra Deus e, assim como a avareza, é obra da carne (Cl 3.2 e Gl 5.20). Convém lembrar que os que praticam as obras da carne não herdarão o reino de Deus (Gl 5.21).

Assim, aquele que dizima com fé e alegria tem a promessa de bênção financeira e felicidade. Ao avarento ou incrédulo que não dizima resta a maldição de uma vida sem usufruir as promessas de Deus. O Senhor não nos obriga a nada. Cabe a nós optarmos por aquilo que acharmos mais interessante.

About The Author

Pr. Humberto Schimitt Vieira

Presidente da Igreja Pentecostal Assembleia de Deus Ministério Restauração, no Brasil, e do “Restoration Ministries”, nos Estados Unidos da América. Bacharel em Teologia, é conferencista, editor, professor de Missiologia e autor de diversos livros

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