O NATAL E VOCÊ

Muitas são as opiniões que surgem referentes ao Natal. É uma festa legítima? Há sentido em sua comemoração numa civilização moderna? Quando começou a ser festejado?

Desde o ano 336 d.C., a data 25 de dezembro foi escolhida, em Roma, como o dia da celebração do nascimento de Cristo. Muitos sugerem que não tenha sido a data verdadeira para esse evento. Uma das razões para essa conclusão é que os pastores avisados pelos anjos estariam no campo à noite, cuidando de suas ovelhas (Lucas 2.8), porque durante o dia a temperatura era muito alta, fazendo com que os animais comessem muito pouco (é possível verificar isso em épocas quentes em regiões com criação de gado: durante os horários de forte calor, os animais ficam em bosques ou, até mesmo, em sombras de outdoors, deixando de alimentar-se devido à alta temperatura). Assim, conclui-se que a época em que haveria forte calor durante o dia na palestina seria primavera ou verão, e não no inverno (estação em que está o dia 25 de dezembro no hemisfério norte, onde está Israel).

Alguns, ainda, afirmam que foi o imperador Constantino quem estabeleceu o dia de Natal a 25 de dezembro para substituir a festa pagã em honra ao sol, que tinha o propósito de celebrar o solstício de inverno, quando, no hemisfério norte do globo terrestre, os dias começam a tornar-se mais longos. Esse antecedente no estabelecimento da data faz, inclusive, com que algumas igrejas não aceitem essa festividade.

No entanto, é importante para nós termos essa data? Seria melhor não festejarmos qualquer evento que mencione o nome de Jesus Cristo, ainda que supostamente seja em uma data não condizente com o evento propriamente dito?

Infelizmente, o Natal tem sido associado ao consumismo, pois a sociedade, em seus interesses econômicos, estabeleceu dessa forma. No entanto, apesar disso, há espaço para a verdadeira mensagem natalina, que é a lembrança de que surgiu, em Jesus Cristo, uma nova oportunidade para as pessoas voltarem a ter contato com Deus. Sim, podemos divulgar essa mensagem.

Podemos proclamar essa boa nova nos asilos, em que muitos pais e avós, sem perspectiva de uma vida longa, aguardam seu fim sem terem mais gosto pela vida. Também em hospitais, onde enfermos sofrem as dores de suas enfermidades. Ou, ainda, em creches e escolas, onde crianças e jovens, ainda que em seu período de maior vigor, vivem tristes e sem perspectivas seguras de um amanhã feliz.

Jesus Cristo pode dar a eles a alegria de viver. Mesmo que solitários, até mesmo abandonados, podem ter um encontro com Deus que transformará a sua vida.

Época de fim de ano é tempo de depressão em grande quantidade de pessoas. Por que isso? Porque não possuem uma verdadeira motivação para viver. Viver para que? Há quem diga que, na existência humana, nascemos, sofremos e morremos. Então, em relação a estas pessoas, para que serve a vida? Mas aí temos uma mensagem verdadeiramente natalina: Jesus Cristo nasceu, veio a esta terra, para tivéssemos vida, e vida em abundância (João 10.10).

Por meio de Jesus Cristo, podemos ter uma vida plena. Justamente uma das origens do consumismo é a ansiedade humana, que busca preencher a necessidade de sua alma com bens, com reconhecimento, com fama, entre tantos outros subterfúgios. Mas haveria necessidade de tanta procura se já tivessem a sua alma preenchida?

Amigo, onde você estiver (em uma casa luxuosa ou em uma casa simples), com o que você estiver (com riquezas ou sem elas), em qualquer situação em que se encontre (com problemas ou sem eles), você pode ser feliz, estar com a alma satisfeita, sem sentir necessidade de correr interminavelmente para saciar uma fome que é insaciável em fontes humanas: a fome da alma. Jesus Cristo é o pão da vida, Ele é água que tira verdadeiramente a sede de quem a beber.

Tenho uma mensagem natalina para você: talvez, até hoje, você não tenha percebido, mas Jesus Cristo nasceu e quer saciar a fome de sua alma, dando-lhe saciedade espiritual e mostrando-lhe que você pode ser feliz com Ele.

Hoje chegou o Natal para a sua vida.

About The Author

Pr. James Schimitt Vieira

Superintendente do Departamento de Ensino do Ministério Restauração e membro do Conselho de Doutrina da Convenção de Ministros da IPAD Ministério Restauração. É graduado em Teologia pelo Centro Universitário Cesumar (Unicesumar).

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